Mensagens:  Valor da Paz

:: QUANDO DEUS AMANHECER

Quando Deus amanhecer na vida da gente, é como o sol que nasce depois de uma noite sem lua e sem de uma noite sem lua e sem estrelas.

Quando Deus amanhece na vida da gente, é como o sol que aparece depois de dias de dias de tempo chuvoso e tempestuoso em que se sente a vida torna-se monótona e sem brilho.

Nem todas experimentam a necessidade de sentir Deus nascer em sua vida.

As trevas cansam. A noite torna as pessoas cegas. Você já imaginou nossa vida sem sol? Que todas os dias fossem noites! Você imagine as noites sem luz! As casas sem iluminação, as cidades às escuras, o céu sem luz e sem estrelas!

Sem luz esta vida seria um desespero, ou pior, seria uma morte completa. Nem as árvores conseguem viver sem luz. Aos poucos definham e morrem. Nem os animais vivem sem luz. Como viveriam sem a pastagem que depende da luz do sol?

Muita gente vive nas trevas . sua vida é uma noite sem fim. Uns gostariam de encontrar a luz, outros detestam qualquer sinal de luz.

Quando Deus amanhece na vida da gente é como o sol de primavera que aparece no horizonte iluminando a noite.

Quando Deus amanhece na vida da gente, as noites têm significado porque dão ocasião a um lindo amanhecer; os caminhos têm sentido, porque levam onde moram os homens; a flor tem sentido, porque é um reflexo do rosto de Deus; o trabalho é uma alegria, porque as mãos fazem belezas que podem unir os homens; as casas são ninhos onde pessoas se amam; a criança é uma notícia porque é mais um pedacinho de vida neste mundo de harmonia.

Quando Deus amanhecer na vida da gente, tudo é um caminho só, uma estrela só, uma endereço; tudo vem de Deus e vai para Deus. E os espinhos se tornam flores.

Quando Deus amanhece na vida da gente, o céu se torna nossa casa nela podemos morar eternamente.

:: ESCREVENDO NA AREIA

Dois grandes mercadores árabes, de nome Amir e Farid, eram muito amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana, seus escravos e empregados.

Numa dessas viagens , ao passarem às margens de u rio caudaloso, Farid resolveu banhar-se, pois fazia muito calor. Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza. Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se às águas e, com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.

Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele gravasse numa rocha ali existente, a seguinte frase, Aqui, com risco de sua própria vida, Amir salvou seu amigo Farid.

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido repouso. Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir, alterando-se, esbofeteou Farid. Este se aproximou das margens do rio e, com uma varinha, assim escreveu na areia, Aqui, por motivos fúteis, Amir esbofeteou seu amigo Farid.

O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de Farid perguntou-lhe:

Meu senhor, quando foste salvo, mandaste gravar aquele feito numa pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim fazes?

Farid respondeu:

Os atos de bondade, de amor abnegação devem ser gravados na rocha para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles procurem imitá-lo.

Ao contrário, porém, quando receberes uma ofensa, devemos escrevê-la na areia para que desapareça, levada pela maré ou pelos ventos, a fim de que ninguém tome conhecimento dela e, acima de tudo, para que qualquer mágoa desapareça prontamente do nosso coração.

:: SEMENTES de PAZ

Diante de nossa constante tarefa de sermos construtores de Solidariedade e de Paz proponho refletir sobre a seguinte mensagem, de autor desconhecido: Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele viajava cinqüenta minutos, de ônibus, para ir ao trabalho. No ponto seguinte ao dele entrava uma senhora, que procurava sempre sentar na janela. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. A cena sempre se repetia e um dia, curioso, o homem lhe perguntou o que jogava pela janela.

- Jogo sementes, respondeu ela.
- Sementes? Sementes de que?
- De flores. É que eu olho para fora e a estrada é tão vazia. Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom!
- Mesmo assim... demoram para crescer, precisam de água.
- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. E se eu não jogar as sementes, aí mesmo é que as flores nunca vão nascer.

Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho". O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava meio "caduca".

O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto ao olhar para fora e ver flores na beira da estrada... Muitas flores... A paisagem estava colorida, perfumada, linda! O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.

- A velhinha das sementes? Pois é... Morreu de pneumonia no mês passado.

O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. "Quem diria, as flores brotaram mesmo. Pensou: Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda."

Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada: - Olha, que lindo! Quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas flores?

Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso...

Linda mensagem, não? Joguem também suas sementes... Pouco importa se verão as flores!

Sejamos também pessoas semeando os Mandamentos da Paz Solidária

1. Saber colocar-se no lugar do outro.
2. Não responder à violência com violência.
3. Promover o diálogo.
4. Interessar-se pela comunidade.
5. Descobrir e valorizar o que há de positivo nas pessoas.
6. Fazer parceria, juntar forças.
7. Cuidar das causas dos problemas.
8. Conhecer e usar os recursos legais.
9. Não ficar em silêncio diante da injustiça.
10. Cultivar a espiritualidade da esperança e da reconciliação.

Autor: Adaptação de Ir. Narciso Camatti