:: MARIA, A SERVIDORA
Maria, a primeira cristã. Ela mostrou-se digna de ser quem era
É impressionante a beleza moral de Maria. Acaba de receber a maior notícia que uma jovem jamais ouvira. Será a mãe do prometido Messias. O que faz ela? Vai lá na praça dar testemunho? Com tanta gente, hoje, agarrando microfones e, sem se aprofundar na catequese, como fez Paulo, já no mês seguinte está em várias igrejas dando apressadamente testemunho de fé, é de se imaginar que Maria fosse tentada a fazer isso. Não o fez.
Era pessoa madura. Fez antecipadamente o que seu Filho ensinaria o tempo todo: testemunho tem hora e lugar. Não o digam a ninguém. Ainda não é hora. Calem-se sobre isso. Não saiam por aí espalhando o que houve. Conte, mas só para a sua família. Jesus ensinaria isso!
Maria fez o mesmo, trinta e poucos anos antes. Calou-se, meditou, guardou silêncio. Só contou para Izabel sua parenta que também tinha recebido semelhante graça. Qual foi a primeira atitude de Maria? Ao invés de sair pelas praças e sinagogas ostentando o ventre e dando testemunho do que Deus ali pusera, foi depressa para uma cidade de Judá, (Lc 1,39-56) para quê? Para ficar com sua parenta já idosa que engravidara. Ficou lá seis meses, servindo àquele que precederia seu Filho. Maria, a mãe agradecida de humilde foi servir o profeta que anunciaria seu Filho. Que mulher maravilhosa.
É por essa e outras razões que nós católicos a amamos tanto. Não pensa em si; não tira vantagem de sua gravidez, não busca aplausos, apenas reconhece que ele virá por causa do seu Filho, ora pelos outros, vai servir Izabel e João e deixa Deus completar nela a obra que começara. Por isso é que a chamamos de "primeira cristã". Deus a preparara moralmente para essa missão. Seu comportamento o atesta. Mostrou-se digna de ser quem era. Não se aproveitou da grandeza do Filho, não fez ponta na pregação do Filho. Não apareceu às custas Dele. Fez de tudo para não aparecer. Na hora da dor estava lá, na hora de servir estava lá e na hora de pedir pelos outros estava lá. Na entrada triunfal do dia de Ramos e na Santa Ceia não se fala dela! Mas, na cruz ela reaparece... Continuou sendo a serva do Senhor.
Que aprendamos a usar o menos possível o pronome "eu" e o máximo possível o eles, o nós e o vós. Maria fez isso. Falou pouco, apareceu pouco, mas fez um belíssimo trabalho de bastidores. Pedagogia de mulher que, além de ser mãe, era santa!
Autor: Padre Zezinho
:: VIDA do IRMÃO FRANCISCO
1808-1881 Primeiro Superior-Geral dos Irmãos Maristas
Gabriel Rivat (Irmão Francisco) nasceu a 22 de janeiro de 1808, em Maisonnettes, povoado de La Valla-en-Giers (França).
Na família, a recitação do terço era cotidiana; quando Gabriel atingiu cinco anos de idade, a mãe o consagrou à Virgem Maria, numa peregrinação a Valfleury. Marcelino Champagnat chegou em La Valla em 1816. Gabriel tinha 8 anos, mas era dos primeiros a assistir ao catecismo matinal do coadjutor. Aos 10 anos, recebeu a primeira Comunhão, que o marcou para a vida. Três semanas depois, pediu para juntar-se à nova comunidade, que Marcelino Champagnat acabava de fundar, a 2 de janeiro de 1817. Gabriel era muito jovem, mas sua fidelidade desconhecia falhas. Em 1826, aos 18 anos, emitiu os votos perpétuos; irradiava tal alegria que Marcelino lhe disse: «Invejo-lhe a felicidade!».
Iniciou a carreira do magistério com 12 anos de idade: de manhã, se encarregava da cozinha da comunidade e dos alunos semi-internos; de tarde, ensinava a Leitura, o Catecismo e as Orações aos mais retardados. Em breve foi nomeado diretor de escola. Mas Marcelino lhe observava as qualidades, chamou-o perto de si: será o homem de sua confiança, seu secretário e enfermeiro da casa. Nessas tarefas demonstrou grandes aptidões: cuidava dos doentes valendo-se de ervas, que recolhia ou cultivava; aconselhava os doentes, rezava com eles e, muitas vezes, obtinha curas inesperadas. Em 1839, as forças de Marcelino declinavam e pediu aos Irmãos que elegessem seu sucessor; o Irmão Francisco foi o escolhido.
Quando Marcelino morreu, a 6 de junho de 1840, Francisco se decidiu a ser «a imagem viva do Fundador», e pediu aos Irmãos que também o revivessem na sua vida. Durante 20 anos foi Superior-Geral dos Irmãos Maristas. Herdou de Marcelino uma Congregação de 280 membros, entregou-a ao Ir. Luís Maria, seu sucessor, com mais de 2000 Irmãos. A partir de 1860, esteve em l´Hermitage, o santuário marista construído por Marcelino. Superior da casa, era para todos modelo de oração e de vida interior. Ao voltar da Comunhão, o sorriso iluminava-lhe o rosto, expressando a alegria de receber o Senhor.
A 22 de janeiro de 1881 faleceu, de joelhos, ao recitar o Ângelus. Toda a vizinhança dizia: «Morreu o santo».
O Irmão Francisco é Venerável. Esse título reconhece que praticou as virtudes cristãs de maneira exemplar, com generosidade e constância. Portanto, é modelo de vida cristã e marista.
O processo de beatificação, para que possa ser aberto, necessita de um milagre. Todos somos responsáveis em pedir esse milagre; todos podemos dirigir-nos ao Irmão Francisco para obter sua intercessão e tornar-nos seus amigos e imitadores na vida cotidiana.
Autor: Ir. Narciso Camatti
:: SABER SE APROXIMAR DOS JOVENS
Creio que temos que fazer propostas de generosidade às pessoas. “Sinal de carinho, amizade e confiança é propor o seguimento de Jesus. Devemos fazer propostas audaciosas e ousadas, porém em liberdade, no seu momento, a partir da presença e da amizade, de uma maneira adequada! Deve-se “saber se aproximar” (João Paulo II)!
Destaques:
• Ajudar a ter experiência de Jesus Cristo, que passe da cabeça ao coração.
• “Dar de beber ao sedento”. Também garantir que haja água continuamente na fonte, para que aquele que não tem sede, possa saciar-se quando necessite. Existem momentos que a vida mesma leva a nos sentir sedentos, sabendo onde buscar água. A pergunta é como fazer para que sempre haja água na fonte?
• Ajudar a descobrir que existe “algo” mais, que é pessoal, não se descreve, passa pelo mais profundo do coração de cada pessoa fazendo que sua vida tenha colorido, tornando-a mais bonita, dinâmica, audaciosa...
• Saber combinar exigências com disponibilidade, oferecendo apoio.
• Oferecer espaços para partilhar experiências de vida. Ir, visitar, partilhar, tecer redes, sempre animando, apesar de possibilidades de compromisso e participação serem limitadas.
• Dar oportunidades de formação na fé adulta, ajudando a desenvolver uma identidade de cristão e a vivê-la na missão: uma tarefa que dura toda a vida, tendo suas etapas, protagonistas e contextos.
• Os jovens devem sentir-se apoiados em sua vida, ajudados a ser conscientes de que estão “presos” numa rede de maneira flexível e “larga”. Para isso estabelecer redes “largas” que os ajudem a viver no mundo.
• Devemos estar mais preocupados em oferecer-lhes o calor do lar da família marista que o desejo de querer comprometê-los com esta ou aquela missão.
• Organizar processo de acolhida (“mão materna que acolhe e ensina os primeiros passos”) do que oferecer desafios que assustam.
Simples, profundo e profético, verdade? Gostaria de resumi-lo em uma proposta de ação: Estabelecer um programa específico, com metodologia apropriada, seguindo diretrizes, tecer redes de presença, acolhida, formação e acompanhamento dos potenciais jovens que existem nas realidades onde atuamos.
E não esquecer que, no coração da proposta, existe uma ênfase: “ir ao encontro de”, em lugar do habitual “convidar para quem venham a”. Um belo e urgente desafio! Coloquemo-lo em ação.
Autor: Ir. Pau Fornells - Equador
:: DIA MARISTA - 15 de agosto
A origem do Dia Marista vem de Marcelino Champagnat ter Maria da Assunção por padroeira do Instituto. Assunção é momento culminante da vocação de Maria. Para Champagnat "Maria é nossa Boa Mãe, Padroeira, Primeira Superiora, Recurso Habitual. Com Ela temos tudo.
Dia Marista lembra Marcelino que em toda circunstância recorria a Maria. Quando as vocações maristas diminuíam, assim dirigiu-se a Maria: "Fostes vós que tudo fizestes entre nós. Se vosso socorro falhar, pereceremos como lamparina sem azeite".
Dia Marista lembra nossa presença na instituição marista, como Irmão consagrado, vocacionado, professor(a), funcionário(a), aluno(a), ex-aluno ou ex-Irmão Marista e famílias que confiam os filhos à solicitude e educação em obras maristas.
Dia Marista é momento de refletir as pequenas virtudes de que Champagnat falava: indulgência, caridosa dissimulação, compaixão, santa alegria, flexibilidade, caridosa solicitude, afabilidade, urbanidade e cortesia, condescendência, zelo apostólico, paciência, igualdade de ânimo. Quando praticadas, formam a tessitura de uma convivência feliz.
Dia Marista é retratar a pedagogia de Champagnat. Características: pedagogia de educação integral, presença amiga, espírito de família e simplicidade, motivação e competência profissional. Jeito Marista de educar = "Para bem educar, é preciso antes de tudo amar e amar a todos igualmente".
Dia Marista é ter presente a Família Marista. São quatro Congregações: Padres Maristas, Irmãs Maristas, Irmãs Maristas Missionárias, Irmãos Maristas.
Dia Marista, lembramos que somos discípulos de São Marcelino Champagnat, homem fiel a Deus, prático e inovador, realista e pragmático. Em época de crise econômica, cultural e religiosa na França, soube proporcionar soluções concretas para levar crianças e jovens a uma educação que os tornasse "bons cristãos e virtuosos cidadãos". É na trilha de Champagnat que fortalecemos o espírito marista que marca nossa ação na sociedade, sendo a característica que nos revela ao mundo de hoje.
Autor: Ir. Egidio L. Setti