:: SETE DESAFIOS APRESENTDOS À VIDA CONSAGRADA
Os sete desafios apresentados à vida consagrada pelo terceiro milênio
Roma (Italia), 6/3/2002
São 7, para o Padre Camilo Maccise, os desafios que o 3º milênio apresenta à vida consagrada. Como superior-geral dos Carmelitas Descalços falou disso aos capitulares salesianos durante os exercícios espirituais.
Maccise definiu estes desafios como "sinais de trânsito" que Deus coloca na estrada para ajudar e guiar o caminho dos consagrados e consagradas.
Inicialmente, lembrou à assembléia que "um Capítulo Geral é uma ocasião para tomar consciência da própria identidade, para se renovar e assim servir melhor os irmãos e as irmãs na fidelidade criativa ao próprio carisma". E acrescentou: "Uma perspectiva de fé e um olhar contemplativo sobre a realidade do mundo, da Igreja e da vida consagrada, nos ajudará sem dúvida neste esforço de responder às solicitações de Deus neste momento da nossa história".
O primeiro grande desafio apontado pelo carmelita é o de enfrentar a identidade da vida consagrada com a experiência em Jesus Cristo, "o único absoluto... que dá sentido à nossa vida e nos convida a viver uma espiritualidade encarnada na realidade".
O segundo desafio, num mundo dividido, é o testemunho da fraternidade onde viver e apresentar a comunhão e o diálogo. O estilo de vida e o compromisso da fraternidade onde viver e apresentar a comunhão e o diálogo.
O estilo de vida e o compromisso dos consagrados devem destacar a dimensão profética para responder aos desafios (terceiro) apresentados por um mundo secularizado; ir contra a corrente numa sociedade resulta assim necessário para testemunhar os valores evangélicos e se colocar ao lado dos pobres, dos abandonados, das vítimas da violência e da injustiça, dos novos pobres, na defesa dos direitos humanos e promover as pessoas. Desafio este, afirma Maccise, "que nos anima a ir às periferias, onde se experimenta a pobreza e se partilham as necessidades das pessoas; ir às fronteiras de situações difíceis onde acontecem os riscos do anúncio do Evangelho".
O quarto desafio é o da inculturação e da unidade na diversidade, e exige a "transformação profunda da mentalidade e do modo de viver".
O quinto desafio é "abrir-se de maneira diferente do passado a um laicato associado", partilhando carisma e espiritualidade, que devem ser novamente apresentados numa linguagem laical. "Este desafio - disse o carmelita - exige formação, colaboração e diálogo com os leigos para chegar a uma co-responsabilidade na vida, na transmissão do carisma e da espiritualidade do Instituto, e não só do trabalho apostólico".
Citando o documento pós-sinodal "Vita Consecrata", Padre Maccise apontou o sexto desafio na abertura de novos espaços à mulher. "Não se pode deixar de reconhecer a razão de muitas reivindicações relacionadas com a posição da mulher em diferentes âmbitos sociais e eclesiais" (VC 57).
Finalmente o sétimo desafio que é o do diálogo ecumênico e inter-religioso, acentuando "a defesa comum da vida humana".
Autor: ciso